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O diabetes pode afetar diferentes órgãos quando a glicose permanece elevada por longos períodos, e os rins estão entre os que merecem maior atenção. Uma das possíveis complicações é a nefropatia diabética, também chamada de doença renal do diabetes, que pode provocar perda progressiva da função renal.

O problema é que essa alteração frequentemente se desenvolve sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, controlar o diabetes e acompanhar regularmente a saúde dos rins são medidas fundamentais para detectar alterações precocemente e reduzir o risco de evolução para insuficiência renal.

Na Clínica de Nefrologia Renal Brasil, em São Paulo, pacientes com diabetes e alterações renais podem contar com acompanhamento nefrológico individualizado, equipe experiente, atendimento humanizado e infraestrutura moderna.

O que é nefropatia diabética?

A nefropatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os pequenos vasos e as estruturas responsáveis pela filtração do sangue nos rins.

Quando a glicemia permanece elevada de forma persistente, esses filtros podem sofrer alterações. Ao longo do tempo, o rim pode começar a permitir a passagem de uma quantidade anormal de albumina, uma proteína que normalmente permanece no sangue para a urina.

Se o processo continuar, pode ocorrer uma redução progressiva da capacidade dos rins de filtrar o sangue.

É importante destacar que nem toda pessoa com diabetes desenvolverá doença renal. O controle adequado da glicemia, da pressão arterial e de outros fatores de risco pode reduzir significativamente essa possibilidade.

Por que o diabetes pode prejudicar os rins?

Os rins possuem milhões de pequenas estruturas responsáveis pela filtragem do sangue. O excesso persistente de glicose pode provocar alterações nos vasos sanguíneos e aumentar a sobrecarga sobre essas estruturas.

Além disso, o diabetes frequentemente está associado a outros fatores que também prejudicam a saúde renal, como:

Quando vários desses fatores estão presentes, a atenção à função renal precisa ser ainda maior.

Quais são os sintomas da nefropatia diabética?

Um dos principais desafios é que a doença renal relacionada ao diabetes pode permanecer silenciosa durante bastante tempo.

Quando a função renal está mais comprometida, podem surgir sinais como:

Esses sintomas não são exclusivos da nefropatia diabética e precisam ser avaliados por um profissional.

Não esperar pelos sintomas é uma das principais medidas de prevenção. Os exames periódicos conseguem identificar alterações que o paciente ainda não percebe no cotidiano.

Quais exames ajudam a identificar a doença renal no diabetes?

O acompanhamento da função renal costuma envolver exames simples de sangue e urina.

Creatinina e Taxa de Filtração Glomerular (TFG)

A creatinina é uma substância eliminada principalmente pelos rins. A partir desse resultado e de outras informações do paciente, pode ser estimada a Taxa de Filtração Glomerular (TFG).

A TFG ajuda a avaliar a capacidade dos rins de filtrar o sangue e é importante para acompanhar a evolução da função renal.

Albumina na urina

A pesquisa da relação albumina/creatinina urinária ajuda a identificar quantidades aumentadas de albumina na urina, inclusive antes de surgirem sintomas.

Quando a alteração persiste, pode indicar lesão renal e merece acompanhamento.

Um resultado isolado alterado, entretanto, nem sempre confirma a doença renal. Exercício intenso, febre, infecção e outras situações podem interferir em alguns resultados, motivo pelo qual o médico pode solicitar a repetição do exame.

Outros exames

Dependendo do quadro, o nefrologista também pode solicitar:

Como prevenir a nefropatia diabética?

A prevenção depende principalmente do controle dos fatores que provocam ou aceleram as lesões renais.

1. Mantenha a glicemia controlada

O controle adequado do diabetes é uma das medidas mais importantes para proteger os rins.

Isso envolve seguir o tratamento prescrito, realizar os exames de acompanhamento e manter hábitos de vida compatíveis com as orientações da equipe de saúde.

A meta de glicemia e de hemoglobina glicada (HbA1c) não é necessariamente igual para todos. Idade, tempo de diabetes, outras doenças e risco de hipoglicemia precisam ser considerados.

Por isso, as metas devem ser individualizadas.

2. Controle a pressão arterial

Diabetes e hipertensão formam uma combinação especialmente prejudicial aos rins.

A pressão alta aumenta a sobrecarga sobre os pequenos vasos renais e pode acelerar a perda da função renal.

Para ajudar no controle:

Alguns medicamentos utilizados para controlar a pressão também podem oferecer proteção renal em determinados pacientes. A indicação deve ser feita pelo médico.

3. Faça acompanhamento renal regularmente

Ter diabetes não significa que seja necessário esperar uma alteração importante da creatinina para procurar ajuda.

O acompanhamento periódico permite observar tendências nos exames e detectar alterações precocemente.

A frequência dos testes depende do tipo de diabetes, do tempo de diagnóstico, da idade e da presença de outros fatores de risco.

4. Evite a automedicação

Alguns medicamentos podem afetar os rins, principalmente em determinadas condições ou quando utilizados de maneira inadequada.

Os anti-inflamatórios, por exemplo, merecem atenção especial em pessoas com doença renal ou maior risco de desenvolvê-la.

Antes de utilizar medicamentos com frequência, converse com o profissional responsável pelo seu tratamento.

5. Tenha uma alimentação equilibrada

A alimentação faz parte tanto do controle do diabetes quanto da proteção renal.

De forma geral, é importante:

Quando já existe doença renal, recomendações sobre proteínas, potássio, fósforo, sódio e líquidos podem precisar de ajustes específicos. Nesse cenário, o acompanhamento nutricional individualizado é especialmente importante.

6. Pratique atividade física

Quando não houver contraindicação médica, a atividade física contribui para o controle da glicemia, da pressão arterial, do peso e da saúde cardiovascular.

Caminhadas e outras atividades de intensidade leve a moderada podem fazer parte da rotina, respeitando a capacidade e as condições clínicas de cada pessoa.

7. Não fume

O tabagismo prejudica os vasos sanguíneos e aumenta o risco cardiovascular. Em pessoas com diabetes e doença renal, abandonar o cigarro é uma medida importante para a proteção da saúde como um todo.

Quando uma pessoa com diabetes deve procurar um nefrologista?

A avaliação com um nefrologista pode ser indicada quando há sinais de comprometimento renal ou maior risco de progressão da doença.

Entre as situações que merecem atenção estão:

O acompanhamento conjunto entre nefrologista, endocrinologista, nutricionista e outros profissionais pode contribuir para um cuidado mais completo.

A nefropatia diabética pode evoluir para insuficiência renal?

Sim. Quando a doença renal progride, os rins podem perder gradualmente sua capacidade de filtrar o sangue.

Entretanto, essa evolução não acontece da mesma forma em todos os pacientes. Diagnóstico precoce, controle adequado do diabetes e da pressão arterial e tratamento individualizado podem retardar significativamente a progressão.

Nos casos em que ocorre insuficiência renal avançada, podem ser necessárias terapias que substituem parte da função dos rins, como:

A escolha do tratamento depende das condições clínicas, das características e das necessidades de cada paciente.

O acompanhamento da Clínica Renal Brasil

A Clínica de Nefrologia Renal Brasil, localizada em São Paulo, oferece acompanhamento especializado para pacientes com diabetes e comprometimento da função renal.

Entre os serviços estão:

Com equipe experiente, atendimento humanizado e infraestrutura moderna, o acompanhamento é direcionado às necessidades de cada paciente, desde a prevenção até os estágios mais avançados da doença renal.

A nefropatia diabética pode começar sem provocar sintomas, tornando os exames periódicos especialmente importantes. Para quem vive com diabetes, cuidar da glicemia também significa cuidar dos rins: controlar a pressão arterial, manter acompanhamento médico e monitorar a função renal são medidas que podem ajudar a preservar esses órgãos por mais tempo.